Festival Latinidades - Brasília - 25 a 27 de julho

qui25jul

MUSEU NACIONAL DA REPÚBLICA

14h às 16h | Debate: Trancistas - patrimônio cultural, economia criativa e trabalho

Ingresso

O objetivo da atividade é compreender a prática de trançar enquanto ofício tradicional afro-brasileiro exercido historicamente por mulheres negras, que se tornou um trabalho/renda em contexto de diáspora no Brasil. Necessitando de reconhecimento formal para fins de salvaguarda e valorização patrimonial, interceccionando políticas de regulamentação trabalhista, economia criativa e solidária contribuindo em ações de reparações históricas, como direito a memória para as detentoras que resguardam a história do país nos penteados trançados.

Mesa realizada em parceria com o Ministério do Trabalho e Instituto Fios da Ancestralidade

Participantes

Leandro Grass – Presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional Iphan

Anatalina Lourenço da Silva – Assessora de Participação Social e Diversidade

Mariana Braga – Assessora de Participação Social e Diversidade – MinC

Cristiane Portela – Historiadora, integrante do Programa de MESPT/UnB

Layla Maryzandra – Coordenadora e idealizadora do Tranças no Mapa e Mestranda no MESPT/UNB

Mediação

Carmela Zigoni – Antropóloga Social/Assessora Política no INESC

19h | Abertura da exposição: Afrolatinas - 30 anos em Movimentos

Local: Galerias 2 e 3 – Foyer do Museu Nacional da República

Afrolatinas – 30 anos em Movimentos

“Afrolatinas: 30 Anos em Movimentos” é salvaguarda do patrimônio intelectual, tecnológico, cultural e ativista das mulheres negras. Um manifesto artístico e político inspirado nas trajetórias e contribuições de mulheres potentes, mas recorrentemente invisibilizadas pela perversa combinação entre o racismo e o machismo sistêmico.

A exposição é uma extensão do documentário homônimo, dirigido por Viviane Ferreira. Celebra mais de três décadas do Dia da Mulher Afro-Latino-Americana e Caribenha e 17 anos do Festival Latinidades. Através de cenários imersivos em 3D e obras de artistas visuais do Distrito Federal, buscamos proporcionar, em duas galerias, uma jornada sensorial e educativa. Utilizando pesquisa de acervos, entrevistas e recursos digitais, o material combina imagem, texto e som com linguagens artísticas como fotografia, artes visuais, arte urbana, arte-tecnologia e música.

Na experiência imersiva 3D, criada na galeria 3, com o auxílio de uma plataforma de jogos em realidade virtual, será possível ouvir depoimentos importantes de lideranças negras e adentrar cenários escolhidos pelas entrevistadas.
Vivencie elementos mágicos que simbolizam a mata, a terra e a água, assim como as obras de artistas visuais da capital do Brasil como metáforas para a compreensão da contribuição multidimensional das mulheres negras para a sociedade. Entre na nossa casa de mulheres negras, conheça as artistas visuais que moram nela. Sente-se ali na escrivaninha e folheie o nosso álbum de família. Escreva uma carta de amor. Vem ser fã de mulheres negras.

Curadoria

Jaqueline Fernandes e Francine Moura

Artistas

Ana Gaspar
Ester Cruz
Leticia Lucas de Maceno
Mali Garcia (in memorian)
Naomi Cary
Nara Oliveira
Pietra Sousa
Suyan de Mattos
Tami Martins
Thaynara Borges

Visitação

A exposição fica aberta para visitação de 26/07/2024 à 25/08/2024 de 09:00 ás 18:30 (ou de acordo com os horários de funcionamento do Museu Nacional)

19h | Lançamento do selo postal homônimo e Sessão Premiere do documentário “Afrolatinas – 30 anos em Movimentos”

Ingresso

Documentário interativo conta a história do Dia da Mulher Negra e das lutas coletivas após 30 anos desde a sua criação

Origens do festival organizado por Jaqueline Fernandes ganham vida e experiências imersivas em material dirigido por Viviane Ferreira – que será lançado em Brasília, com preview no RIO2C

O documentário “Afrolatinas: 30 anos em movimentos,” celebra três décadas do Dia da Mulher Afro Latino-Americana e Caribenha e os 15 anos do Festival Latinidades, proporcionando uma viagem pela luta por equidade de gênero e raça. O filme retrata as trajetórias e as contribuições de mulheres negras na região, especialmente aquelas cujas histórias são pouco conhecidas ou registradas. Utilizando pesquisa de acervos, entrevistas e recursos digitais, o material combina imagem, texto e som com linguagens artísticas como fotografia, artes visuais, literatura, arte urbana, arte-tecnologia e música. A estreia, juntamente com a organização de experiências imersivas, acontece na próxima edição do Festival Latinidades, no dia 25 de julho, no Museu Nacional, em Brasília, DF.

Para Viviane Ferreira, diretora do documentário, o “Afrolatinas” é um manifesto de inspiração e um documento histórico sobre as lutas, fazeres e saberes de mulheres negras na América Latina. “Queremos honrar o legado e os movimentos dessas mulheres que são patrimônios vivos de nossa história”, afirma a cineasta – ex-presidente da SPCine e também diretora do filme Ó Paí Ó 2.

O material reconta a história e os desdobramentos políticos e sociais do Dia da Mulher Afro Latino-Americana e Caribenha, estabelecido em 25 de julho de 1992 durante o I Encontro de Mulheres Negras da América Latina e do Caribe na República Dominicana. Desde sua criação, a data tem sido um marco de lutas e reflexões – influenciando o lançamento do I Festival Latinidades, no Brasil, em 2008. A origem e a importância do “Latinidades” são abordadas ao longo do documentário – mostrando como esse se tornou o maior festival dedicado às mulheres negras da região e uma plataforma multilinguagens que divulga, impulsiona e gera renda para a produção artística e intelectual de mulheres negras.

“Latinidades começou há 17 anos como um festival de arte, cultura e formação política e, hoje, é um movimento que celebra a potência, as tecnologias e as contribuições das mulheres negras para a sociedade, ao mesmo tempo em que cobra políticas públicas. Fazemos isso porque aprendemos com as nossas mais velhas. Para mim, contar a história do dia da mulher negra e como ela inspirou a criação do Festival Latinidades é a realização de um sonho”, comenta Jaqueline Fernandes, CEO do Instituto Afrolatinas, organizador do festival.

O documentário se destaca por sua narrativa não linear, que dialoga com cosmovisões afrocentradas e conhecimentos ancestrais, reunindo falas de mulheres centrais na luta das mulheres negras. Foram ouvidas personalidades como Nilza Iraci, ativista e presidente do Geledés; Lucia Xavier, fundadora da ONG Criola, que trabalha na promoção dos direitos das mulheres negras; Nilma Bentes, socióloga, professora e ativista; Valdecir Nascimento, coordenadora executiva do Odara – Instituto da Mulher Negra; Cida Bento, psicóloga e diretora do Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades; Epsy Campbell, ex vice-presidenta da Costa Rica; Creuza Oliveira, presidente da Federação Nacional das Trabalhadoras Domésticas (Fenatrad); entre outras.

Experiência Imersiva

O público também poderá explorar o “Afrolatinas: 30 anos em movimentos” de forma interativa. Com o auxílio de uma plataforma de jogos em realidade virtual, será possível vivenciar os conteúdos do documentário imersos com universos da natureza que são selecionados a partir da escolha dos elementos mágicos simbolizando a mata, a terra e a água. Através da utilização de um óculos VR, o público poderá conferir as falas que revivem a história dos movimentos sociopolíticos nesses cenários especialmente construídos e escolhidos pelas mulheres entrevistadas e de acordo com qual paisagem combina com sua trajetória, forma de pensar ou preferência.

“Procuramos acolher cada entrevistada no momento do depoimento. Por isso, pedimos que cada uma escolhesse um desses cenários em que se sentisse mais ligada, pelas correlações dos elementos com sua jornada. E assim, permitir que ela contasse não só da sua luta, mas expressasse quem ela é diante e acima de tudo isso”, explica Viviane Ferreira, que também produz a experiência.

A série revela registros inéditos da experiência de inspiradoras ativistas, importantes lideranças na luta por equidade de gênero e raça, que fundaram a Rede de Mulheres Afro-Latina Americanas, Afro-Caribenhas e da Diáspora e suas relações com a incidência política local e internacional desde o I Encontro das Mulheres Negras da América Latina e do Caribe, realizado em 1992, na República Dominicana – um marco que reuniu mulheres negras de mais de 70 países, deu origem ao Dia da Mulher Afro-Latino Americana e Caribenha, 25 de julho, e articulou a participação e a incidência política qualificada nas principais conferências internacionais da ONU.

Alicerçamos a abertura do Festival Latinidades na importância do resgate da história dos movimentos de mulheres negras destacando seu papel crucial no combate ao racismo e às desigualdades de gênero, celebrando nossas memórias vivas, e sua ressonância na luta contínua por equidade e justiça.

 

sex26jul

MUSEU NACIONAL DA REPÚBLICA

14h às 16h | Debate: Mulheres Negras na Mídia: Inovação e Impacto na Comunicação Pública

Ingresso

Informação é poder. E essa constatação ficou ainda mais evidente com a pandemia da covid-19 e os impactos negativos resultantes da combinação entre desinformação e a ascensão da extrema direita. Deste modo, se faz estratégico para promoção e defesa de direitos e da democracia, que as diversas formas de comunicação sejam acessíveis, de qualidade e com diferentes perspectivas e atores.

A presença de mulheres negras tem sido importante para trazer outras perspectivas nas histórias contadas em diferentes formatos nos mais variados veículos de comunicação, empresas públicas, privadas e no ecossistema dos meios independentes.

Nesta mesa, “Mulheres Negras na Mídia: Inovação e Impacto na Comunicação Pública e Privada”, comunicadoras negras de destaque vão compartilhar suas experiências pessoais no campo da comunicação para refletir os desafios impostos pela intersecção do racismo, ao sexismo e misoginia e, sobretudo, pensar as possibilidades de futuro com ainda mais participação das mulheres negras nos diferentes processos comunicacionais.

Luciana Barreto – EBC

Joyce Ribeiro – TV Cultura

Mabel Lorena Lara – Secretária de Turismo de Cali

Mediação

Jéssica Santos – COMMBNE

15h30 | Prêmio Jacira Silva - reconhecimento ao jornalismo negro

Local: Auditório II, Museu Nacional

Categoria Jornalistas Negras

Basilia Rodrigues – CNN

Juliana Cézar Nunes – EBC

Maju – Rede Globo

Categoria Mídias Negras

Cultne

Revista Afirmativa

Alma Preta

Mundo Negro

Africanize

16h30 às 18h30 | Aula show: Folha Funciona, com Sueide Kintê e Sueli Kintê

Ingresso

Local: Galeria 3, Museu Nacional

Esta imersão única oferece um mergulho nos ensinamentos sobre a produção de fitoterápicos e fitoenergéticos, utilizando folhas comuns encontradas na cozinha. Conduzida por Sueide Kintê, esta aula show promete uma experiência sensorial única, combinando conhecimentos ancestrais, práticas tradicionais e música.

Conteúdo

  • Aprendizado prático sobre a produção de emplastros, chás e banhos de folhas comuns na culinária.
  • Exploração das práticas de cantos e rezas das benzedeiras e mezenheiras brasileiras, proporcionando uma imersão cultural profunda.
  • Troca de mudas de plantas medicinais e fitoenergéticas entre as participantes, promovendo a conexão com a natureza e a partilha de saberes.
  • Demonstração da farmácia fitoenergética utilizando plantas da cozinha, com receitas de incensos e banhos de folhas.
  • Contextualização histórica e cultural das práticas, conectando a vivência contemporânea com o legado das curandeiras ancestrais brasileiras.

Benefícios

  • Aprender técnicas práticas para produzir remédios naturais e energéticos.
  • Conectar-se com a sabedoria ancestral das benzedeiras e mezenheiras brasileiras.
  • Experimentar uma jornada sensorial única, envolvendo música, história e tradição.
  • Promover a troca de conhecimentos e a conexão com a comunidade.

Não perca esta oportunidade de participar de uma experiência enriquecedora que irá transformar sua relação com a natureza e sua própria saúde. Folha Funciona é mais do que uma aula, é uma jornada de descoberta e conexão com as raízes da nossa cultura.

 

19h | Afro Fusion Modeling

Ingresso

Local: Anexo do Museu Nacional

Fashion Shows – desfile realizado em parceria com 35 embaixadas de países africanos sediadas em Brasília.

Discotecagem

Dj Odara.

Países presentes no desfile

Camarões, República do Congo, República Democrática do Congo, Gabão, Mauritânia, Marrocos, Gana, Burkina Faso, Cabo Verde, Namíbia, África do Sul, Quênia, Guiné Bissau, Costa do Marfim, Tanzânia, Etiópia, Malaui, Mali, Moçambique, Zimbábue, Senegal, Angola, Libia, Zâmbia, Egito, República de Guiné, Tunísia, Botsuana, Ruanda, Benin, Togo, Sudão, Guiné Equatorial, Nigéria, e Argélia.

 

19h30 | Mostra Humor Negro

Ingresso

Local: Auditório II

Tatá Mendonça – Cega na Comédia

Deficiente visual, Tatá é a cega mais visionária da comédia, sua apresentação diverte e conscientiza sobre o cotidiano de uma pessoa cega, seus relacionamentos e com críticas ao capacitismo em suas mais diversas formas, tudo isso sempre com muito bom humor. Quando você perceber, vai estar rindo e não vai estar nem vendo.

Entrou para comédia em 2022 e após um ano de carreira, dividiu o palco com grandes nomes da comédia como Bruna Louise, Paulinho Serra, Patrick Maia, Luciano Guima, Niny Magalhães, entre outros.

Já se apresentou nos maiores comedys do circuito Rio-São Paulo: Clube Barbixas de Comédia, Clube do Minhoca, Rio Retrô, Casa da Comédia carioca, Black House Sorocaba e muitos mais

Hoje já acumula mais de 400 mil seguidores no instagram (e crescendo rápido!), e vem batendo seus próprios recordes de audiência em seus vídeos.

Bruna Braga – Medicada ela é ÓTIMA

Bruna Braga, jurada do Drag Race Brasil, é humorista, roteirista, atriz e comunicadora desde 2017. Participou de programas como Roda Viva, Comedy Central Stand Up e Programa do Porchat. Escreveu campanhas para Nike e Seda, fez parte de times de roteiro como os do talk show Jojo Nove e Meia do Multishow e Dani-Se no GNT. Segue na cena nacional com seu show solo de stand up comedy Medicada Ela É Ótima, além de viver a personagem Cleide na série No Corre da TV Globo.

Niny Magalhães – Uma Mãe Vida Loka

Humorista brasiliense, nascida em Ceilândia, Niny Magalhães começou a carreira no universo do stand up comedy com pequenos shows em bares na capital federal. Fez de suas experiências pessoais piadas incríveis, e logo chamou atenção de canais da TV fechada, como Comedy Central Brasil, TNT e de grandes nomes da comédia, sendo convidada para aberturas dos shows de Thiago Ventura, Hélio de La Peña, Bruna Louise e Afonso Padilha. Em três anos de carreira já se apresentou em lugares como Museu Nacional, Teatro Goldoni em Brasília, Teatro Opus Frei Caneca, Teatro Municipal de São Paulo e é integrante do elenco do programa Humor Negro do Canal Multishow.

O Show

“Eu Niny Magalhães, comediante mãe solo e negra, já passei por muitos empregos na vida pra sustentar minha família. Se você se identifica, tenho muitas histórias pra te contar! Reuni tudo isso no meu primeiro solo de stand-up comedy. Desde a minha infância, casamento, até me tornar mãe de três e com tudo que aconteceu e acontece, depois da maternidade. Se você não é mãe, vai se lembrar de alguma mãe da sua vida ao assistir meu show. E não esqueça: Existe vida após o parto e eu posso provar.

Transformei as coisas difíceis da vida em piadas, mas as coisas “molezinhas” também viraram risada”.

 

 

21h | Shows

Ingresso

Local: Auditório I

21h | Nós Negras

Em outubro de 2007, cinco jovens cantoras decidiram formar um projeto que desse voz à mulher negra, em um momento em que os homens dominavam os espaços de samba no Distrito Federal. Mais do que artistas, elas se tornaram desbravadoras, abrindo espaço para outras mulheres, que hoje encantam com suas vozes os mais diversos bares e casas noturnas da capital. Cris Pereira, Kiki Oliveira, Kris Maciel, Renata Jambeiro e Teresa Lopes, juntas, formam o projeto Nós Negras, mostrando que nunca é demais usar voz e talento para falar de negritude e mostrar a ancestralidade da mulher no samba brasileiro.

22h | Sandra Sá

Dona de uma personalidade marcante e um timbre de voz singular, Sandra Sá interpretou canções que se tornaram verdadeiros hits da nossa música, não só fazem parte da sua identidade como também contam um pouco da realidade vivida, com uma visão alegre e otimista. A ideia é ter um show que toca todos os ritmos, com MPB, Soul, Samba ao Funk, esse show foi criado com muito amor e carinho , e dirigido pela a rainha Sandra Sá, a cantora desfila com clássicos do seu repertório, como Retratos e Canções Vale Tudo, Joga Fora, Bye bye tristeza, Olhos Coloridos, um show com emoção e talento, com certeza será mais um sucesso.

 

sáb27jul

MUSEU NACIONAL DA REPÚBLICA

14h às 20h | Latinidades Kids

Ingresso

Local: Anexo do Museu Nacional

Espaço infantil com brincadeiras e atividades para crianças.

14h ás 15h | Jardim de contos: contação de história e criação de quadros botânicos

Jardim de contos: contação de história e criação de quadros botânicos
Lauane Lopes – é mãe da Tiê, de 3 anos. Mas sua paixão pelo universo infantil sempre esteve presente, ainda na adolescência encantava crianças com narrativas cativantes como contadora de histórias. Com a chegada da maternidade essa conexão se intensificou, inspirando-a a mergulhar ainda mais no mundo mágico da infância, incentivando o desenvolvimento criativo de sua filha e outras crianças ao redor.

15h às 17h | Oficina de Break para crianças com Fab Girl + Drop Education

Drop Education: Fundada em 2020, a Drop Education é uma escola híbrida especializada no ensino da dança Breaking. O coletivo tem como foco a preservação, promoção e transmissão da tradição, cultura e história dessa arte. Suas práticas pedagógicas, educativas e técnicas destacam as contribuições afro-diaspóricas e afro-brasileiras no desenvolvimento do Breaking.

15H às 18h | Pintura de Rosto com por Mayara Benigno

Mayara Benigno: graduanda em Artes Plásticas pela Faculdade de Artes Dulcina de Moraes, nascida e criada na Ceilândia-DF é semente do povo Akroá-Gamella. Seus trabalhos evocam a ancestralidade e bem-viver dos povos. Através da arte-educação, busca proporcionar vivências de presença e escuta ativa, valorizando o saber e a existência de cada criança que encontra.

17h30 às 18h30 | Oficina de Pulseirinhas da Amizade

Grasi Medeiros – Arte Educadora e Designer de Moda.

 

14h às 17h | IV Julho das Pretas que Escrevem no DF - Nosso lugar é de fala

Ingresso

 Local: Auditório II

A produção literária de autoria negra feminina ganha destaque com o encontro de suas expoentes no Distrito Federal. O Julho das Pretas que Escrevem no DF chega à quarta edição com a proposta de reunir mulheres que produzem literatura, sob o tema Nosso lugar é de fala – escrita, verbalizada, nunca mais engavetada.

O objetivo do evento é mapear e reunir o maior número de mulheres negras que escrevem na capital federal, para que possam se conhecer pessoalmente ou fortalecer os laços, para aquelas que já se conhecem e, ainda, compartilhar sua produção. Para além da troca entre as artistas, o Julho das Pretas que Escrevem no DF é uma vitrine para dar visibilidade à produção e às produtoras de literatura, facilitando sua aproximação com o público em geral que muitas vezes desconhece que no seu território existem tantas mulheres escritoras.

A iniciativa foi idealizada pela escritora e jornalista Waleska Barbosa e, nesta edição, a ideia é também atrair mulheres pretas que atuam em outras frentes da cadeia produtiva da literatura, como ilustradoras, diagramadoras e editoras.

Na programação, a realização de sarau, performances artísticas, exposição e venda de livros e a já tradicional homenagem a mulheres de gerações variadas que têm atuado ao longo do tempo em resistência e insubmissão para não deixar que se calem suas vozes e nem se apaguem seus escritos.

Este ano, serão homenageadas poetas, romancistas e cronistas: as irmãs Lourdes e Jovina Teodoro, Conceição Freitas, Norma Hamilton, Adelaide Paula, Elisa Mattos e Ailin Talibah.

Homenageadas

Conceição Freitas

É amazonense. Cresceu em Belém do Pará e mora em Brasília há 40 anos. Repórter de tudo quanto há, cronista com mais de 4 mil textos publicados (a maioria sobre a capital do país), conquistou 12 prêmios de reportagem, os mais importantes deles o Esso Nacional por uma série de histórias de amor entre excluídos e o Prêmio Abdias Nascimento pela série Negra Brasília. Publicou um livro de crônicas (Só em caso de amor), um de conto (Amantíssima), um de perfis de candangos que construíram Brasília (Bravos Candangos) e o Guia Fora do Plano, roteiro histórico, cultural e turístico das cidades-satélites do Distrito Federal, além de textos em coletâneas. Foi repórter, entre outros, no Correio Braziliense, Portal Metrópoles, Folha de S. Paulo, Revista Imprensa e trabalhou na Assessoria de Imprensa do Unicef. Tem crônica publicada na coletânea do Selo Off Flip 2023 e foi selecionada para a coletânea Amazônia, também em 2023, do mesmo selo. Escreve crônicas no Portal Metrópoles.

Lourdes Teodoro

Nascida em Goiás, Lourdes Teodoro (nome poético de Maria de Lourdes Teodoro) é escritora, poeta, psicanalista e ativista antirracista. Professora aposentada da UnB, tem publicado poesia, crítica literária e ensaios. Integra a Rede de Psicanálise Solidária (RPS) da Sociedade de Psicanálise de Brasília (SPBsb), onde foi uma das fundadoras de um grupo de escuta psicanalítica com foco em questões étnico-raciais e sofrimento psíquico. Morou na França, na Inglaterra, e nos Estados Unidos. Foi bolsista do Governo francês, da CAPES e do CNPq. Atuou junto a nomes como Lélia Gonzalez e Abdias do Nascimento em atividades políticas e acadêmicas em países da África. Teodoro também é membro do Griot Legacy – Conexões poéticas à sombra do baobá, do Coletivo de Poetas de Brasília e da Academia de Letras e Artes do Nordeste de Goiás (ALANEG). Tem livros à venda pela Amazon Books.

Jovina Teodoro

Jovina Teodoro, goiana de Formosa, poeta de poucas letras e algumas leituras. Tem três opúsculos poéticos publicados e participação nos números 39, 40 e 41 da antologia Cadernos Negros. Tem poemas publicados no número 3 da revista “Poesia para todos”, de 2001, da editora Galo Branco.

Elisa Mattos

Nasceu no Rio de Janeiro e reside em Brasília desde a infância. Jornalista de formação, atuou na imprensa nos 40 anos de carreira. Seu último trabalho foi como editora de textos de telejornais da TV Globo, onde se aposentou em 2020. A literatura sempre foi sua atividade paralela, exercida por paixão, porém de maneira tímida, tendo sua escrita exibida apenas nas redes sociais.

Em 2018 lançou o primeiro livro autoral de poesia, Meu Reverso, finalista do Prêmio Maria Firmina de Literatura. É coautora em 15 coletâneas nacionais e do exterior, grande parte dedicada à escrita negra. A última participação foi na conceituada publicação, referência como resistência da escrita negra, o Cadernos Negros 45, lançado em abril deste ano.

É pesquisadora do Núcleo de Escritoras Pretas, ligado ao Instituto de Letras da Universidade de Brasília. E participa do Coletivo Escritoras Negras e do movimento Julho das Pretas que Escrevem no DF. Dirige um site de textos literários e jornalísticos: www.elisamariamattos.com.

É mãe de Laura e Luisa, filha do seu Flávio Mattos, pioneiro que trabalhou na equipe dos projetistas de Brasília, e da dona Heloísa, que dedicou a vida à enfermagem. Seus pilares, exemplos e ancestrais.

Norma Diana Hamilton

Poeta e professora adjunta do Instituto de Letras da UnB, doutora em Literatura e Práticas Sociais, autora de livros e artigos que abordam questões de igualdade de gênero e de raça, incluindo seu mais recente livro de poemas “Pedago-poemas: por uma educação antirracista”. É cofundadora do Núcleo de Escritoras Pretas – Maria Firmina dos Reis, cuja missão é contribuir para a visibilidade das escritoras pretas locais.

Ailin Talibah

É uma professora e poetisa do Recanto das Emas (DF), sendo também uma das idealizadoras do projeto Recanto Poético. É idealizadora e coordenadora da Edições Abre Caminhos, uma editora independente, fundada no final de 2020, que tem como intuito popularizar a publicação, promover autores locais e abrir caminhos para autores invisibilizados. Também promove manifestações artísticas e culturais com pirofagia e dança. Ailin acredita que a poesia, o pensamento crítico/filosófico e a espiritualidade como ferramentas de autoconhecimento são uma das chaves para a transformação do ser humano.

 

19h | Shows

Ingresso

Local: Área Externa do Museu Nacional

19h | Alaíde Costa

Aos oitenta anos, com sessenta dedicados à música brasileira, Alaíde Costa continua encantando plateias com sua voz delicada, afinação impecável e refinado gosto musical. Após vencer programas de calouros no rádio, profissionalizou-se como crooner no Rio de Janeiro em 1956, lançando seu primeiro disco. O sucesso veio em 1957, seguido por sua participação na Bossa Nova, aconselhada por João Gilberto. Em 1972, gravou com Milton Nascimento no LP “Clube da Esquina”. Ao longo das décadas, lançou álbuns aclamados, incluindo colaborações com grandes nomes da música brasileira. Em 2022, lançou o elogiado álbum “O que os meus calos dizem sobre mim”, produzido por Emicida, Marcus Preto e Pupilo, com músicas inéditas de renomados compositores.

20h | Bia Ferreira

Bia Ferreira é uma cantora, compositora e multi-instrumentista brasileira que combina ritmos afrodiaspóricos como soul, R&B e rap com influências da música brasileira como samba e repente. Suas letras tratam de temas como necropolítica, cotas raciais, antirracismo e direitos LGBTQIAP+, inspiradas pelo conceito de “escrevivência” de Conceição Evaristo. Criada em uma família evangélica, Bia estudou música desde cedo, dominando 24 instrumentos. Iniciou sua carreira aos 15 anos, abordando feminismo negro e educação antirracista. Seus sucessos incluem “Cota Não É Esmola”, que se tornou um marco em discussões sobre cotas e subalternidade das mulheres negras. Em 2021, co-criou a faixa “Olhares Cruzados” para Dove, premiada pelo IDBr Brasil. Em 2022, lançou o álbum “Faminta”, abordando afeto afrocentrado e análise política, combinando pop e rap para ampliar seu alcance.

21h | La Dame Blanche (Cuba)

La Dame Blanche entrelaça suas influências afro-cubanas nativas com influências com batidas de hip hop, trap, reggae e reggaeton. Esse projeto musical de Yaite Ramos a colocou em cena como uma revelação do rap no mundo de língua espanhola. Filha de Jesús “Aguaje” Ramos, diretor artístico da orquestra Buena Vista Social Club, essa cubana em Paris propõe misturas a cada passo: entre o latino e o urbano, a cumbia e o cumbia e urbano, cumbia e hip-hop, o feérico e o sensual, o sensual, as luzes de um show e o fogo de uma vela em um ritual. La Dame tem 4 álbuns de estúdio + 2 EPs + 1 álbum de remixes, mais de 400 shows em 6 anos, em 33 países em 5 continentes fez sincronizações na série da HBO Max’s Generation, no filme The All-Americans de Billy McMillin, no Made In Mexico (reality show da Netflix), filme de animação D.O.N de Steven Quiñones, videogame de basquete NBA2k. Em 2023 sua turnê passou por 11 países, em 66 shows. Em 2024 vai ser a sua primeira vez em Brasília.

22h10 | Sister Nacy (Jamaica)

Sister Nancy é uma renomada cantora de reggae, nascida em Kingston, Jamaica, em 1962. Ela é mais conhecida pelo seu clássico de 1982, “Bam Bam”, que se tornou um hino do reggae e um dos samples mais usados na história da música, aparecendo em várias canções de hip-hop e dancehall.

Nancy começou sua carreira na década de 1980, influenciada pelo movimento reggae roots da Jamaica. Seu estilo único e sua voz poderosa a destacaram no cenário musical, e ela rapidamente ganhou reconhecimento tanto local quanto internacionalmente.

“Bam Bam” é sua faixa mais famosa, caracterizada por uma batida cativante e letras enérgicas. A música captura a essência do reggae jamaicano e se tornou um sucesso instantâneo. Desde então, foi remixada e sampleada inúmeras vezes por artistas de diversos gêneros musicais.

Além de “Bam Bam”, Sister Nancy tem uma série de outros sucessos em seu repertório, incluindo “One Two”, “Transport Connection” e “Only Woman DJ With Degree”. Ela continua a ser uma figura influente na cena do reggae, e sua contribuição para o gênero é inegável.

23h20 | Gaby Amarantos

Nascida na periferia de Belém do Pará, Gaby Amarantos é uma das maiores cantoras do Brasil, reconhecida por sua voz potente e exuberância. Vencedora do Grammy Latino 2023 com o álbum “TecnoShow”, é pioneira no tecnobrega e uma das responsáveis pela difusão do ritmo paraense mundialmente. Com 27 anos de carreira, Gaby é considerada uma “multiartista amazônica” e colabora com nomes como Pabllo Vittar, Elza Soares, Ney Matogrosso e Alcione. Seus sucessos incluem “Xirley”, “Ex Mai Love” e “Me Libera”. Além de sua música, Gaby defende ativamente a Amazônia, movimentos negros, LGBTQI+ e os direitos das mulheres.

0h30 | Ebony

Ebony se lançou na cena do rap e do trap em março de 2019, com 18 anos, e no mesmo ano ganhou o Prêmio Genius Brasil de Artista Revelação. Hoje, assinada com o selo Heavy Baile Sounds, seu repertório conta com um Ep, um álbum e diversos singles. Visando estar próxima do público, nas redes sociais, Ebony cria uma conexão com o mundo do rap e hip hop e também com o universo gamer, fazendo lives de jogos e posts bem-humorados sobre assunto. Com sucessos como 100 mili, lovesong e flashes, ebony prepara singles inéditos para 2024.
Com mais de 656 mil ouvintes mensais e mais de 106 mil seguidores no Spotify, Ebony define sua música como “pop-rap”, apesar de ser “enquadrada” como trapper. Ela não se identifica com a alcunha, que acha limitante, uma vez que tem influências além do rap e do trap, mas também de gêneros como indie, rock, funk, pop.

1h10 Pongo (Angola)

Conhecida como a rainha do Kuduro, Pongo é uma artista de energia contagiante e criatividade notória, misturando sua herança musical com ritmos eletrizantes. Nascida em Luanda, Angola, em 1992, e mudando-se para Portugal aos 8 anos devido à guerra civil, ela se destacou como bailarina e MC na banda Denon Squad. Nos anos 2000, juntou-se à Buraka Som Sistema e eternizou o sucesso “Wegue Wegue”. Em 2018, lançou seu primeiro EP “Baia”, combinando kuduro, pop e EDM, e cativando com sua mistura de kimbundu e português. Com sucessos como “Kuzola” e “Bruxos”, Pongo recebeu aclamação da crítica e percorreu festivais pelo mundo, atualmente promovendo seu álbum “Sakidila”.

2h20 Irmãs de Pau

Dupla composta por Vita Pereira e Isma Almeida, crias da Zona Oeste de SP e pesquisadoras das “Estéticas Sonoras e Visuais da Putaria Brasileira”. As artistas transitam em múltiplos gêneros como o Funk, Drill, Vogue, Eletrônica e Pop, tendo o Funk como ligação central das suas obras. A dupla começou em 2020 com o álbum “Dotadas” que já acumula mais de 2 milhões de streams somente aqui no Spotify. O single de maior sucesso é “Shambaralai”, ganhador de prêmios, campeão em números (mais de 3 milhões somados) e possui o clipe mais visualizado da carreira delas. Também estão presentes no hit “Derretida Remix” de Pabllo Vittar, além de uma parceria com Gaby Amarantos em “Pau de Selfie”. Irmãs de Pau possuem um impacto imensurável na cultura do funk e nas artes. Atualmente as artistas estão lançando seu 2º álbum gravado em estudio intitulado “Gambiarra Chic”, que expressa um momento mais maduro da carreira.

Intervalos: Dj Kethlen e Dj Savana

Dj Ketlen discoteca em eventos e festivais desde 2015. Deu início a carreira de forma autodidata e hoje tem como principal objetivo promover espaço e auto-estima com o trabalho que desenvolve como Deejay, estudando e reproduzindo o que tem de melhor dentro de sua cultura através da arte da discotecagem. Os shows da Deejay é composto por sets intensos e marcantes, além de toda a interação com profissionais das danças urbanas por onde passa.

Potencializando a cada dia mais sua atuação por onde passa, carrega consigo um bass line intenso, sempre trazendo as novidades que estão rolando nas cenas mais influentes da Black Music e EDM nacional e internacional. A Deejay trás também para seus sets, músicas que chegam através de artistas locais, evidenciando o trabalho dos mesmos, além dos estilos consagrados dentro de vários de seus segmentos preferidos como: Golden Era, Flash Back, Miami Bass, Lo-Fi, Bounce, Dirty South, Boombap, Trap, Gangsta Rap, RnB, Drill, Ragga, Dub, Reggae, Afro House, Funk, Brasilidades, MPB, Samba, House, Break Beat, Drum and bass, Funk Soul, Jazz, Samba Rock entre outros.

Dj Savana é natural de Imperatriz-MA e vive em Samambaia-DF desde 1990. Começou a tocar atendendo ao chamado das ruas. Seu set é um giro por vertentes da música negra: RAP’s dos primórdios e da atualidade, passando por poderosos tunes do Dancehall, sem jamais esquecer-se dos grooves fundamentais do Funk, Soul e Disco Music. Gentilmente portando vinil.